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Governo do PT “viaja o mundo” para conhecer metodologia de mensuração social usada pelas gestões anteriores em Minas

Um representante do governo de Fernando Pimentel, do PT, foi a Nova York, em setembro, para “conhecer” a proposta do Índice de Pobreza Multidimensional (IPM). O índice, formulado pela Universidade de Oxford e acatado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), permite medir e diagnosticar quais os problemas enfrentados por famílias que estão em extrema pobreza considerando as dimensões saúde, educação e padrão de vida. Custeada pelos contribuintes mineiros, a viagem a Nova York teve como objetivo “avaliar” a adequação do IPM para a área social em Minas.

Detalhe ignorado pelo governo petista: por meio do Programa Travessia, desde 2011, Minas Gerais já utilizava de forma pioneira a metodologia do IPM. O pioneirismo do estado na mensuração e na utilização do IPM para o enfrentamento da pobreza já rendeu destaque internacional para o estado. Em junho de 2013, o Governo de Minas foi a única unidade subnacional convidada a compor a Multidimensional Poverty Peer Network (Rede Multidimensional de Avaliação da Pobreza), em encontro de chefes de Estado realizado na Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Apesar de gastar o dinheiro público para conhecer a metodologia que já era usada pelo governo de Minas, o governo do PT abandonou essa metodologia, referência mundial, no novo Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG) 2016-2019 entregue na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) no dia 30 de outubro de 2015. No PPAG, o governo acabou com o Travessia e não propôs nenhum novo programa de combate à pobreza com esse conceito explícito em sua finalidade.

Publicado em 6 de outubro de 2015