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Governo Pimentel troca marmitex usado em refeições de presos e dobra custo

Sem dinheiro para pagar servidor em dia e quitar dívida com prefeituras, o governo de Fernando Pimentel deve praticamente dobrar o custo com as embalagens de marmitex para as refeições de presos. Com a substituição das embalagens de alumínio por isopor, o governo deve gastar R$ 51 milhões por ano, alta de 96% em comparação com os cerca de R$ 26 milhões atuais. Segundo matéria do jornal O Tempo, os primeiros editais de licitação com previsão de troca já foram publicados para as unidades prisionais de Lagoa da Prata, Formiga e Arcos, no Centro-Oeste de Minas. Editais para presídios maiores como Nelson Hungria, em Contagem, e Dutra Ladeira e José Maria Alkimin, em Ribeirão das Neves, devem ser publicados em breve.

Além do aumento nos custos, de acordo com o Sindicato das Empresas de Refeições Coletivas do Estado de Minas Gerais (Sinderc-MG), a troca vai provocar também prejuízo de logística, já que o isopor é mais volumoso, dificultando o armazenamento, o transporte e o descarte. Segundo o presidente do sindicato, Eder Ribeiro Dias, o isopor é inflamável, o que dentro de um presídio é muito perigoso.

A substituição do alumínio pelo isopor também prejudica o meio ambiente. A avaliação é da superintendente da Associação Mineira de Defesa do Ambiente (Amda), Maria Dalce Ricas.

De acordo com a matéria, fornecedores de alimentação para o sistema prisional também estão sendo prejudicados pelos calotes do governo Pimentel. As empresas que fornecem as refeições para o sistema prisional estão sem receber desde abril e a dívida total gira em torno de R$ 90 milhões. Há risco de o fornecimento de alimentos ser interrompido, segundo o sindicato.