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Os anos que mudaram Minas

Saúde

  1. Hospital Júlia Kubitschek ameaça fechar maternidade, urgência e emergência
  2. Qualidade do sistema de saúde reconhecida
  3. Fortalecimento e melhoria de hospitais em todas as regiões
  4. Aumento de leitos de UTIs neonatais e pediátricos
  5. Implantação de Redes de Urgência e Emergência
  6. Hospital João XXIII considerado o melhor pronto-socorro do país
  7. Queda de 33% na taxa de mortalidade infantil
  8. Terceira maior cobertura pré-natal do Brasil
  9. Maior cobertura do PSF no Sudeste
  10. Criação do Sistema Estadual de Transporte em Saúde
  11. Medicamentos gratuitos em todo o estado

1Hospital Júlia Kubitschek ameaça fechar maternidade, urgência e emergência

Por falta de materiais, o Hospital Júlia Kubitschek, em Belo Horizonte, pode fechar a maternidade e o atendimento de urgência e emergência, suspender cirurgias eletivas e restringir os leitos de internação por falta de materiais. De acordo com a direção da entidade, o hospital vem convivendo com a falta de materiais médico-hospitalares e medicamentos. Em ofício assinado pela diretora-técnica do hospital, Inessa Beraldo de Andrade Bonomi, foi dado prazo de 72 horas para que a presidência da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig) resolva o problema do desabastecimento.

Mais de 200 itens estão em falta, entre eles luvas de procedimentos, fitas de esterilização e inúmeros outros. O documento também alerta que, por falta de pagamento, fornecedores e empresas prestadoras de serviço estão se recusando a fazer entregas de insumos e a executarem serviços. O caos já foi comunicado também ao Conselho Regional de Medicina (CRM-MG) e Sindicato dos Médicos.

Em resposta à imprensa, a Fhemig admite já ter sido necessário restringir o atendimento no Hospital Júlia Kubitschek devido à falta de insumos.

Leia mais

Hospital Júlia Kubitschek pode parar atendimento por falta de materiais / O Tempo

Publicado em 14 de junho de 2018

2Qualidade do sistema de saúde reconhecida

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A qualidade do sistema de saúde em Minas foi reconhecida pelo Ministério da Saúde. De acordo com o governo federal (dados do Índice de Desempenho do Sistema Único de Saúde/2012), o Estado possuía o melhor sistema de saúde pública da região Sudeste e o quarto melhor do Brasil.

Esse nível de qualidade foi resultado de ações inovadoras e do crescimento dos investimentos na área, promovido pelo Governo de Estado nas três gerações do Choque de Gestão. Entre 2002 e 2013 os investimentos anuais em Saúde tiveram uma alta de 369%.

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3Fortalecimento e melhoria de hospitais em todas as regiões

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Criado em 2003, o Programa de Fortalecimento e Melhoria dos Hospitais de Minas Gerais (Pro-Hosp/MG) teve como objetivo assegurar o atendimento hospitalar de qualidade aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Até 2014, por meio do Pro-Hosp, foram investidos mais de R$ 1,2 bilhão em 155 hospitais. Os recursos foram empregados na melhoria da infraestrutura, na implantação de novos serviços, na compra de equipamentos de alta tecnologia e no aprimoramento da gestão das unidades hospitalares.

Os resultados assistenciais alcançados pelo Pro-Hosp podem ser mensurados pela representatividade do desempenho hospitalar do Programa em relação ao cenário estadual. Os hospitais contemplados representavam 30% do parque hospitalar do Estado, possuíam mais de 50% dos leitos SUS existentes e executavam em média 60% da produção geral do SUS de Minas Gerais.

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Hospitais regionais

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Além dos investimentos feitos por meio do Pro-Hosp, o Governo de Minas investiu mais de R$ 100 milhões na abertura de novas unidades hospitalares em várias regiões do Estado: hospital regional de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, hospital Municipal Dr. Moisés de Magalhães Freire, em Pirapora, no Norte de Minas, hospital São Camilo em Coronel Fabriciano, no Vale do Aço, e hospital Municipal de Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

No final de 2014, havia 11 novos hospitais regionais sendo implantados, sendo oito em construção (Uberaba, Sete Lagoas, Juiz de Fora, Divinópolis, Além Paraíba, Governador Valadares, Teófilo Otoni e Conselheiro Lafaiete) e três em fase final de projeto. (Montes Claros, Novo Cruzeiro e Nanuque), com previsão de investimentos de R$ 729,5 milhões.

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4Aumento de leitos de UTIs neonatais e pediátricos

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Em 2003, quando o Governo de Minas criou o Programa Viva Vida, o Estado contava com 67 leitos de UTI pediátricos e 224 leitos de UTI neonatal. Até 2014, o volume de leitos teve um crescimento de 224%, passando para 190 leitos de UTI pediátricos e 536 leitos de UTI neonatal, totalizando 726 leitos, sendo 543 (tipo I e II) já habilitados e funcionando e os demais em fase final de implantação.

5Implantação de Redes de Urgência e Emergência

A rede de atendimento de Urgência e Emergência em Minas foi criada como um conjunto de ações estruturadoras que trouxe  melhoria e  eficiência ao atendimento de urgência e emergência no Estado. A implantação teve início em 2008 e, ao final de 2014, cinco Redes de Urgência e Emergência estavam implantadas no estado.

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A implantação das Redes de Urgência e Emergência em Minas foi objeto de estudo de caso e publicação da Organização Panamericana de Saúde (OPAS) como exemplo a ser seguido por outros países da América do Sul. E mais, os atos normativos do Ministério da Saúde sobre redes de urgência e emergência foram publicados após as primeiras redes mineiras serem implantadas e foram muito influenciados pelo exemplo de Minas.

Cobertura

Ao final de 2014, com as redes, 13 milhões de mineiros eram cobertos pelo SAMU e quase 500 municípios atendidos pela Rede de Urgência e Emergência, o que correspondia a mais de 65% da população.

6Hospital João XXIII considerado o melhor pronto-socorro do país

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Em 2012, o Hospital João XXIII, que integra a Rede Fhemig, foi considerado o melhor dentre 11 prontos-socorros de diferentes estados brasileiros, em pesquisa de satisfação do usuário feita pelo programa SOS Emergências.

Nas gestões 2003/2014, o João XXIII passou pela maior reforma desde sua inauguração em 1973 na capital mineira. As intervenções incluíram a construção de um heliponto, que permitiu oferecer mais conforto, agilidade e segurança na assistência a pacientes vítimas de traumas graves e com risco iminente de morte. Antes disso, em 2007, o Estado concluiu a revitalização da Unidade de Tratamento de Queimados Prof. Ivo Pitanguy, com 24 leitos.

Em virtude da boa gestão, em 2015 o Hospital João XXIII (HPS), manteve, conforme pesquisa de satisfação do programa SOS Emergências, do Ministério da Saúde, o reconhecimento de ser o mais eficiente prestador do serviço entre 11 unidades de cidades-sede da Copa do Mundo.

O levantamento, realizado em dezembro último, avaliou 17 critérios, entre eles a classificação de risco dos pacientes, o tempo de espera para o atendimento e os exames necessários realizados. O HPS ficou em primeiro lugar em 11 tópicos.

7Queda de 33% na taxa de mortalidade infantil

De acordo com dados do DATASUS, a taxa de mortalidade infantil teve redução de 33,4% entre 2002 e 2011, passando de 23,3% para 15,5% por mil nascidos vivos.

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8Terceira maior cobertura pré-natal do Brasil

A partir de investimentos em ações e programas, incluindo o Mãe de Minas, o Estado alcançou a 3ª maior cobertura de pré-natal do país em 2012 e ampliou a esperança de vida ao nascer.

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Mães de Minas

Em 2011, o Governo de Minas lançou o Mães de Minas, que integra o Programa Viva Vida e cuja meta é a redução da mortalidade infantil e maternal, por meio da melhora do atendimento às gestantes e aos recém-nascidos. Até 2014, foram beneficiadas mais de 230 mil mães.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, Minas Gerais foi considerado o Estado com a maior cobertura do Programa Saúde da Família na região Sudeste, com 78% da população atendida em dezembro de 2014. Possuía também o maior número de equipes de Saúde da Família – 5.097 em dezembro de 2014.

Essa liderança foi resultado dos investimentos do Governo de Minas com recursos próprios para fortalecer o programa no Estado.

9Maior cobertura do PSF no Sudeste

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De acordo com dados do Ministério da Saúde, Minas Gerais é o Estado com a maior cobertura do Programa Saúde da Família na região Sudeste, com 78% da população atendida em dezembro de 2014. Possui também o maior número de equipes de Saúde da Família – 5.097 em dezembro de 2014.

Essa liderança é resultado dos investimentos do Governo de Minas, até 2014, com recursos próprios para fortalecer o programa no Estado.

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10Criação do Sistema Estadual de Transporte em Saúde

O Sistema Estadual de Transporte em Saúde (SETS) foi criado em 2005 para facilitar o deslocamento de pacientes para realização de consultas e exames fora do seu domicílio, com eficiência e de forma humanizada.

Até 2014, 535 cidades foram beneficiadas com a entrega de 695 micro-ônibus a 53 Consórcios Intermunicipais de Saúde, que gerenciavam o Programa em 74 regiões de Saúde do Estado. Houve renovação da frota, com a aquisição de veículos novos e mais eficientes.

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11Medicamentos gratuitos em todo o estado

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Desde sua criação, em 2008, a Rede Farmácia de Minas contemplou 832 municípios com recursos para construção de 991 unidades, beneficiando aproximadamente 15,8 milhões de mineiros. No final de 2014, eram 522 em funcionamento e o restante em processo de implantação. Somente em 2013, foram distribuídos gratuitamente 3 bilhões de medicamentos.

O programa inovou também com a criação do Farmácia de Minas em Casa, composto de dois serviços: um call center, que permitia ao usuário esclarecer dúvidas sobre medicamentos, e a entrega gratuita em domicílio. No final de 2014, esses serviços já beneficiavam portadores de asma grave, doença pulmonar obstrutiva crônica, dislipidemia e esclerose amiotrófica, residentes em Belo Horizonte, Betim e Contagem.

Além do benefício direto à população mineira com efetiva assistência farmacêutica no estado, o programa fomentou o desenvolvimento e ampliou as oportunidades de trabalho com a contratação de mais de 830 farmacêuticos.

Reconhecida excelência da Funed

Dados de 2014

Além dos investimentos nos programas de distribuição, o Estado alcançou excelência em produção de medicamentos por meio da reconhecida atuação da Fundação Ezequiel Dias (Funed).

  • Conquistou a faixa Ouro no Prêmio Mineiro de Qualidade (PMQ), na categoria Compromisso com a Excelência, em 2014.
  • Único laboratório no Brasil autorizado pelo Ministério da Saúde a fabricar a Talidomida, remédio usado no tratamento do Lúpus e da Hanseníase, com produção de sete milhões de comprimidos/ano.
  • Única distribuidora, desde 2009, da vacina Meningócica (MenC) para o SUS. Eram 12 milhões de doses entregues por ano.
  • Em 2014, a Funed teve projeto aprovado junto à Anvisa para produção de medicamentos fitoterápicos, sendo o xarope de Guaco o primeiro a ser disponibilizado no SUS em Minas.
  • Investiu na modernização de quatro fábricas de produção de medicamentos, com adequação de área física e aquisição de modernos equipamentos.
  • Única produtora de soros antipeçonhentos de Minas e, em 2014, com a produção compartilhada, toda a produção nacional de soro passou pela Funed. Até outubro de 2014, foram produzidas 328.747 ampolas de soro.
  • Papel fundamental na produção de medicamentos antirretrovirais – usados no tratamento da Aids.
  • Por ano realizava mais de 500 mil exames de diagnósticos de doenças de notificação compulsória como dengue, febre amarela, chicungunya, meningite e leishmaniose.
  • Único laboratório de Minas Gerais responsável pelo diagnóstico de H1N1.
  • No período de 2002 a 2014 foram depositadas 22 patentes, sendo sete de nível internacional, reforçando o papel inovador e cientifico da instituição.
  • Primeira spin-off constituída no âmbito do Sistema Estadual de Saúde – a OncoTag, empresa instituída por um grupo de pesquisadores da Funed em parceria com a UFMG para realizar serviços e fabricar produtos de alta tecnologia, entre eles o exame diagnóstico que identifica o perfil molecular do paciente e permite um tratamento de câncer de forma individualizada e assertiva. O produto poderá ser oferecido de forma inédita no Brasil.

Em 2003, o Governo de Minas Gerais passou a fazer uso de uma abordagem totalmente inédita em relação à reforma do setor público. Tal reforma apresentou resultados surpreendentes e serviu de exemplo para outros estados brasileiros e também para outros países. A série de programas começou com o “Choque de Gestão”, passou para “Estado para Resultados” e depois para “Gestão para Cidadania”, que ajudou o Governo a reduzir significativamente a pobreza e a melhorar os serviços nas áreas de educação e saúde, por exemplo”

Deborah Wetzel
Diretora do Banco Mundial para o Brasil
(Depoimento publicado no livro “Do choque de gestão à gestão para a cidadania – 10 anos de desenvolvimento em Minas Gerais” – Instituto Publix – BDMG, 2013)